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A importância da alimentação durante o tratamento oncológico

Tatiana Oliveira, Nutricionista

9 de novembro de 2009

Um organismo bem nutrido reage melhor e mais rápido ao tratamento e seus prováveis efeitos colaterais.

Após o diagnóstico manter-se bem nutrido é indispensável durante todas as etapas do tratamento. Dessa forma, durante esta fase alguns efeitos colaterais podem aparecer temporariamente tais como: náuseas, vômitos, alteração do paladar, feridas na boca (mucosite), diarréia e intestino preso dependendo do tipo de tratamento que será realizado.

Não existem proibições quanto à alimentação durante o tratamento oncológico. Os ajustes se farão necessários à medida que os efeitos colaterais aparecerem.

A orientação nutricional deve ser realizada de forma individualizada e deve ser instituída tão logo seja diagnosticada a doença para prevenir a perda de peso e a desnutrição e também o ganho de peso indesejado. Alimentar-se bem em todas as fases do tratamento permite que o organismo se sinta mais fortalecido, melhora a imunidade, mantém o peso ideal, além de permitir uma melhor tolerância aos tratamentos e os possíveis efeitos colaterais.

Não existem proibições quanto à alimentação durante o tratamento oncológico. Os ajustes se farão necessários à medida que os efeitos colaterais aparecerem.

Para quem já passou pelo tratamento é a hora de rever os valores, recuperar ou perder peso se necessário, procurar ter bons hábitos de alimentação e praticar uma atividade física de acordo com a orientação médica.

Se você está em tratamento ou conhece alguém que esteja atravessando essa fase e necessita de ajuda, algumas dicas e modificações na alimentação podem ajudar a enfrentar estes problemas.

Dicas gerais para uma boa alimentação neste período

Procure sempre a orientação da equipe de profissionais que acompanha o seu tratamento, especialmente do nutricionista;

Fracione as refeições e opte por pequenas porções, realizando entre cinco e seis refeições diariamente. Comer a cada três horas permite que cada refeição tenha porções reduzidas e possibilita melhor aproveitamento nutricional, com a inclusão de todos os nutrientes adequados ao longo do dia;

Faça o prato de forma bem colorida. As cores dos alimentos são indícios de suas propriedades e, por isso, pratos coloridos costumam ser sinônimo de oferta de substâncias e nutrientes diferentes. Quanto mais colorido mais saudável.

Varie ao máximo o prato a cada refeição e tente produzir pratos que sejam visualmente atraentes, com muitas cores, alimentos frescos e dispostos de forma agradável ao olhar. As ervas aromáticas utilizadas sem abuso, podem tornar o prato atraente também ao olfato e ainda disfarçam os sabores que, por causa da medicação podem causar enjôos e acabar com o paladar;

Respeite os gostos e preferências. Coma sempre que tiver vontade;

Coma devagar e mastigue bem os alimentos;

Faça as refeições em companhia agradável para reforçar o estímulo;

Sempre que possível, é bom passar a tarefa de preparar a refeição a outra pessoa. Fazer a própria comida quando se está cansado ou nauseado é meio caminho para não se conseguir comer o alimento depois de pronto. Fale com os familiares e amigos para ajudarem nas compras e preparação dos alimentos;

Sirva a comida em temperatura ambiente;

Pare de comer (somente por um período) alimentos que para você apresentam um gosto desagradável;

Não tenha medo de experimentar novos alimentos ou alimentos que não costumava comer, pois o paladar pode se modificar durante o tratamento;

Valorize a sua cultura alimentar e os alimentos regionais;

Não se esqueça da hidratação! Sempre tenha água em locais de fácil acesso. A recomendação é de 2 litros de líquidos/dia (água, água de coco, chás, sucos ou caldos). Em casos de vômito e/ou diarréia a hidratação deve ser redobrada.

Os suplementos nutricionais são importantes alternativas para auxiliar na alimentação. Eles apresentam diferentes sabores, são pó ou líquidos e podem ser consumidos diretamente da embalagem com o canudinho. Peça orientação da equipe de profissionais que o acompanha;

Resumindo: o ideal é não deixar de se alimentar e procure variar os alimentos o máximo que puder!

Tatiana Oliveira, Nutricionista

Tatiana Oliveira

Possui Graduação em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo em São Paulo (1997), Especialização em Nutrição Clínica Oncológica pela Fundação Antônio Prudente - Hospital do Câncer A.C. Camargo (2000) e Mestrado em Oncologia pela Fundação Antônio Prudente (2008). Atuou durante nove anos no Ambulatório de Nutricão do Hospital do Câncer A.C. Camargo. Atualmente atua como nutricionista em Consultório de Nutrição e Clínicas de Oncologia.Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em nutrição oncológica, atuando principalmente na reabilitação nutricional de câncer de cabeça e pescoço, gástrico, cólon e reto, quimioterapia, radioterapia e terapia nutricional enteral.



2 comentários para “A importância da alimentação durante o tratamento oncológico”

  1. Priscila disse...

    Muito legal o foi publicado, é muito bom que falem sobre o cancêr, tem sempre uma coisinha à mais que é preciso saber, e gostoso de saber tah me ajudando muito em minha pesquisa.
    Valeu!

  2. Scheila Wolschick disse...

    Olá, parabens pelo texto. Sou nutricionista e estou orientando pacientes oncologicos no Hospital onde trabalho. A demanda é grande. Um desafio!! Vou acompanhar o site… Sempre há informações interessantes!! Obrigada

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