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A importância da Terapia OcupacionalMarcia Regina de Assis, Terapeuta Ocupacional 20 de setembro de 2010 |
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A terapia ocupacional pode ser definida como um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, em educação e na esfera social que reúne tecnologias orientadas para a emancipação e autonomia de pessoas que, por diversas razões ligadas a problemáticas específicas (físicas, mentais, sensoriais, sociais), apresentam – temporária ou definitivamente – limitações funcionais e/ou dificuldades na inserção e participação na vida social.
O papel do terapeuta ocupacional em oncologia é o de facilitar e permitir que a paciente possa atingir o máximo de sua capacidade funcional, tanto física quanto emocional, em sua vida cotidiana, independentemente da esperança de vida. Ressaltando que essa capacidade funcional deve estar relacionada às atividades que tenham significado na vida da paciente, que sejam importantes para ela.
A abordagem da terapia ocupacional dependerá tipo de câncer, estágio da doença e local do tratamento, porém os principais objetivos são manter ao máximo a qualidade de vida da paciente, com autonomia e independência.
Uma pessoa pode se beneficiar da intervenção da terapia ocupacional em qualquer fase da doença, a partir de um diagnóstico primário, nas tentativas de tratamento curativo, paliativo e, finalmente, na fase final de vida.
O terapeuta ocupacional pode atuar em diversos locais, como hospitais, ambulatórios, centros de reabilitação, unidades básicas de saúde, consultórios particulares, associações filantrópicas e quando necessário realiza também atendimento domiciliar.
A abordagem da terapia ocupacional dependerá tipo de câncer, estágio da doença e local do tratamento, porém os principais objetivos são manter ao máximo a qualidade de vida da paciente, com autonomia e independência, para tanto são utilizadas diversas técnicas e recursos, como:
Os atendimentos de terapia ocupacional podem ser realizados individualmente ou em grupo. E a participação da família ou cuidadores é de fundamental importância no processo de terapia ocupacional e os mesmos sempre são incentivados a participar do tratamento.
Na atenção à paciente oncológica o terapeuta ocupacional estará sempre atento em não esquecer que por trás da paciente, há uma MULHER, que pode ser uma mãe, uma esposa, uma estudante, uma profissional, uma pessoa que deve ser atendida em todas as suas necessidades.
Márcia Regina de Assis, Terapeuta Ocupacional
Marcia Regina de Assis, Terapeuta Ocupacional
Terapeuta Ocupacional graduada pela Universidade de São Paulo. Aperfeiçoamento em Gerontologia Social pelo Instituto Sedes Sapientiae. Especializanda em Saúde da Mulher pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Todo o conteúdo do Portal Inana não têm como objetivo ser um conselho médico ou substituto ao tratamento julgado adequado pelo seu médico.
O objetivo do Inana é disseminar informação e possibilitar trocas de experiências.
Orientamos que todas as decisões referentes ao tratamento sejam tomadas pela paciente e por seus médicos.
6 comentários para “A importância da Terapia Ocupacional”
Ana Cristina Turella disse...
achei muito interessante esse artigo relatando o papel da T.o na oncologia, mas gostaria de mais detalhes e informações se for possível, pois tive uma base muito superficial na faculdade e fui convidada para trabalhar nessa area, e estou um pouco insegura.
obrigada
Ana
Andréa disse...
Parabéns pela matéria, gostaria de saber se aqui no RJ tem algum curso, ou pós nessa área, pois gostaria muito de atuar nessa área. Obrigada.
Vania Mefano disse...
Olá Marcia, sou do Rio de Janeiro e estou tomando conhecimento de um caso de um paciente oncológico que tem um Carcinoma no quadril. Conheço ainda pouco do caso e minha intervenção muito provavelmente será pequena pois não sou a terapeuta do caso, estou apenas tentando dar uma ajuda.Sei que a pessoa esta com esse tumor em fase bastante avançada, extremamente grande. Parece que sua medida de base de apoio para cadeira de rodas é 90cm.
~Ele esta com dificuldades em se sentar, dormir, ir para cadeira higiênica.
Eu pensei numas adaptações que diminuissem o ponto de apoio,algo como uma espuma escavada. Pensei na adaptação tanto da cama quanto para a cadeira que utiliza.
Ainda devo fazer a visita domiciliar junto com a equipe do PADI (programa domiciliar)
Vc por acaso teria alguma sugestão para me dar?
Desde já fica um forte abraço e saudações Terapeuticas Ocupacionais.
Vania Mefano
Edilaine disse...
Olá, me chamo Edilaine, sou terapeuta ocupacinal e também atuo na área de oncologia. Tenho bastante dificuldades com relações as adaptações nos leitos, mesmo porque atuo em um Hospital público onde tanto a ajuda financeiro como o incentivo é pouco, mesmo assim vou fazendo o que dá, improvisando rolinhos com lençol ou travessiros, atualmente o principal é o trabalho individual com os pacientes por meio de atividades terapêuticas, construtivas e expressivas, mas o acompanhamento com os acompanhantes (familiares), o que é tão importante também para esse apoio emocional, não se é possível realizar e nem os atendimentos em grupo para áqueles que conseguem sair do leito, por falta de espaço adequado no setor. Estou bastante desmotivada, não consigo ver respostas positivas, poderia me ajudar com alguma idéia?
Obrigada
Meire disse...
Olá,tenho minha filha Bianca com 15 anos que a 1 ano e 4 meses,foi diagnosticada com cancer cerebral,ela anda,fala tudo normal graças a Deus,mais começou a escola agora e está tendo dificuldades em acompanhar as aulas dentro da sala com escrita no caderno e raciocínio rápido.O que posso ajudar para melhorar ou vc?
júlia disse...
Adorei o artigo, acho que a profissão deve ser divulgada mesmo