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	<description>INANA é um portal de informações e troca de experiências, dedicado à mulher com câncer</description>
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		<title>Sexo é tema negligenciado após câncer</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 20:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Portal Inana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos médicos não falam sobre o tema com mulheres que sobreviveram à doença.
Muitas mulheres que sobrevivem a um câncer ginecológico ou de mamas dizem que gostariam de receber ajuda em relação às questões sexuais, mas poucas delas efetivamente procuram por aconselhamento, é o que mostra um novo estudo do Centro Médico da Universidade de Chicago.
Poucos [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<h3>Muitos médicos não falam sobre o tema com mulheres que sobreviveram à doença.<span id="more-2082"></span></h3>
<p>Muitas mulheres que sobrevivem a um câncer ginecológico ou de mamas dizem que gostariam de receber ajuda em relação às questões sexuais, mas poucas delas efetivamente procuram por aconselhamento, é o que mostra um novo estudo do Centro Médico da Universidade de Chicago.</p>
<p>Poucos médicos sabem como abordar as questões em relação aos efeitos do câncer sobre a sexualidade com suas pacientes, algo que não ocorre, por exemplo, os pacientes são homens em tratamento do câncer de próstata, afirma Stacy Tessler Lindau, professora associada de obstetrícia e ginecologia e autora do estudo.</p>
<p>“É crucial que os médicos que tratam de mulheres com câncer saibam que as questões sexuais geralmente são de ordem física”, diz ela.</p>
<p>“Os problemas físicos associados ao tratamento de câncer podem abalar os relacionamentos, causando preocupações e estresse e mesmo se tornando um fator isolador – muitas mulheres que nos procuram se sentem envergonhadas, culpadas e sozinhas. Elas sentem como se o problema estivesse quase que exclusivamente na mente delas”.<br />
Dores, secura vaginal, perda do desejo, dificuldades de se excitar e atingir o orgasmo, além de preocupações em relação ao próprio corpo são alguns dos problemas sexuais vividos por algumas dessas pacientes. Outras também relataram que se sentem menos atraentes depois do tratamento.</p>
<p>Participaram do estudo 261 mulheres que sobreviveram a um câncer ginecológico ou de mama, entre os 21 e os 88 anos de idade, com idade média de 55 anos. A equipe de pesquisa constatou que 42% delas tinham interesse em receber ajuda médica em relação a problemas sexuais, mas apenas 7% procuram por aconselhamento.</p>
<p>As mulheres que já haviam terminado o tratamento há mais de um ano se mostraram muito mais propensas a querer aconselhamento do que as que ainda estavam em tratamento – 47% contra 32%. As mais jovens demonstraram maior preocupação com os problemas sexuais do que as mais velhas, embora mais de 22% das mulheres acima dos 65 anos também tenham respondido que gostariam de receber cuidados médicos para os problemas sexuais, disseram os pesquisadores. O estudo foi recentemente publicado online na revista especializada Cancer.</p>
<p>“Algumas mulheres têm coragem de conversar com o médico sobre suas preocupações sexuais, embora estudos repetidos mostrem que elas preferem que o profissional aborde o assunto primeiramente”, dz Lindau.</p>
<p>“Os médicos geralmente tentam entender as preocupações do paciente, mas lutam pela falta de conhecimento sobre como oferecer ajuda”, ela complementa.</p>
<p>Lindau e outros médicos de Illinois estão trabalhando no desenvolvimento de um programa para ajudar tanto médicos quanto mulheres com câncer a lidar com tais questões.</p>
<p><strong>Fonte: The New York Times<cite></cite></strong></p>


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		<title>A reconstrução de mama no SUS</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 01:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Bernardo Nogueira Batista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando do Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia plástica]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá leitoras!
Na coluna de hoje, resolvi falar sobre um assunto polêmico. O tema desse artigo veio de vários comentários e perguntas que vocês fizeram na coluna, e serve também como uma forma de desabafo que, tenho certeza, é dividido por todos os colegas que trabalham no nosso sistema público de saúde.


Em um cenário ideal, um [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olá leitoras!</p>
<p>Na coluna de hoje, resolvi falar sobre um assunto polêmico. O tema desse artigo veio de vários comentários e perguntas que vocês fizeram na coluna, e serve também como uma forma de desabafo que, tenho certeza, é dividido por todos os colegas que trabalham no nosso sistema público de saúde.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
Em um cenário ideal, um serviço que trata pacientes com câncer de mama  deveria ter um volume no mínimo igual de mastologistas e cirurgiões  plásticos.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Desde já quero deixar claro que minha intenção não é acusar ninguém ou apontar o dedo para esse ou aquele responsável, mas mostrar às nossas paciente que sofrem em filas intermináveis com suas mamas amputadas ou apenas parcialmente reconstruídas os motivos do seu sofrimento.</p>
<p>Os dois principais motivos, no meu ponto de visto, para a nossa dificuldade em atender toda a demanda para reconstrução de mama no SUS são o preconceito e o preço. A cirurgia plástica é vista por nossa sociedade, e mesmo pela classe médica, como uma coisa fútil. Isso se deve em parte a grande exposição que a cirurgia estética encontra nos grandes veículos de comunicação e pelo grande desinteresse de uma boa parte dos cirurgiões plásticos pela cirurgia reconstrutiva em geral. A cirurgia estética é uma parte muito legal da minha profissão, e essa exposição tem grande importância para a especialidade.</p>
<p>Eu mesmo assisto programas sobre cirurgia estética para poder entender boa parte das perguntas que as minhas pacientes me trazem. Mas a cirurgia plástica é muito mais ampla do que isso, e uma grande parte do que fazemos não tem a mesma evidência.</p>
<p>Por outro lado, o preço dessas reconstruções é muito alto. Se você pensar em uma paciente com câncer de mama, ela vai precisar de uma cirurgia para retirada do câncer, e pelo menos três cirurgias para a reconstrução da mama amputada. O mesmo vale para reconstruções de cabeça e pescoço, por exemplo, ou para pacientes obesos mórbidos submetidos a cirurgias bariátricas, que precisam de 3 a 5 cirurgias para retirar todo o excesso de pele consequente a grande perda de peso. E muitas vezes uma cirurgia plástica para reconstruir uma mama demora duas a três vezes mais do que uma mastectomia. Logo, em um cenário ideal, um serviço que trata pacientes com câncer de mama deveria ter um volume no mínimo igual de mastologistas e cirurgiões plásticos. A conclusão óbvia desse fato é que custa muito caro para quem paga a conta reconstruir uma mama. E se tiver que usar uma prótese de silicone então, o preço fica ainda mais salgado. Uma coisa importante que as pessoas não lembram é que tem sempre alguém pagando a conta. Se não for você, é o seu convênio ou o SUS.</p>
<p>Coloquem-se agora no lugar do administrador que além de ter esse conhecimento muito superficial da importância da cirurgia plástica no tratamento da mulher com câncer de mama, vê o tamanho da conta e ainda por cima tem que se virar com um orçamento que não dá pra fazer tudo&#8230; o resultado é esse que está aí. E não adianta tentar achar um único culpado. Existem médicos preguiçosos, existe descaso e existem administradores incompetentes e corruptos, mas essas figuras são cada vez menos frequentes no nosso sistema de saúde. Os recursos são limitados, e não dá pra fazer tudo que a Saúde precisa.</p>
<p>Acho que a mensagem que quero passar é que todos os personagens dessa história, os administradores, os médicos e os pacientes, têm um objetivo comum e são parceiros no tratamento contra o câncer de mama. Cabe a nós, pacientes e médicos envolvidos no tratamento do câncer de mama mostrar aos gestores do nosso sistema de saúde que a cirurgia plástica reparadora é importante e que mais atenção deve ser dada a essa etapa do tratamento.</p>
<p>Vamos juntos lutar pelos nossos direitos, e até a próxima coluna.</p>
<p>Dr. Bernardo</p>


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		<title>Vídeo: Recebendo o diagnóstico</title>
		<link>http://www.inana.com.br/recebendo-o-diagnostico/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 02:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Portal Inana</dc:creator>
				<category><![CDATA[TV Inana]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
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		<description><![CDATA[Conversando sobre Recebendo o Dignóstico

Maria Letícia Cavalcanti Rotta Barsotti
 
Psicóloga, Psico-Oncologista pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia. Scholar e Assistente de Pesquisa em Psico-Oncologia pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center-New York/NY. Scholar da American Cancer Society University. Especialista em Psicologia da Saúde pela Associação Latino Americana em Psicologia da Saúde. Psicóloga do Centro de Combate ao Câncer (CCC) e [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<h2>Conversando sobre Recebendo o Dignóstico</h2>
<p><a href="http://www.inana.com.br/recebendo-o-diagnostico/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><a href="http://www.inana.com.br/wp-content/uploads/2009/11/curriculo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-847" title="curriculo" src="http://www.inana.com.br/wp-content/uploads/2009/11/curriculo1.jpg" alt="curriculo" width="150" height="39" /></a></p>
<h2>Maria Letícia Cavalcanti Rotta Barsotti</h2>
<h2><em><span style="font-style: normal;"><em> </em></span></em></h2>
<p>Psicóloga, Psico-Oncologista pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia. Scholar e Assistente de Pesquisa em Psico-Oncologia pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center-New York/NY. Scholar da American Cancer Society University. Especialista em Psicologia da Saúde pela Associação Latino Americana em Psicologia da Saúde. Psicóloga do Centro de Combate ao Câncer (CCC) e da área de oncologia do Hospital Albert Einstein. Especialista em Psicologia Clínica pelo Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira”. Coordenadora do setor de Psicologia da Associação de Apoio à Criança com Câncer (AACC).</p>


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		<title>Orientações para pacientes no pós operatório de mama</title>
		<link>http://www.inana.com.br/orientacoes-para-pacientes-no-pos-operatorio-de-mama/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 21:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando do Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fisioterapia]]></category>

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		<description><![CDATA[• Não ignore qualquer pequeno    inchaço, erupção, coceira, vermelhidão, dor e aumento de temperatura    no braço, mão ou dedos do lado operado (consulte seu médico);
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Não ignore qualquer pequeno    inchaço, erupção, coceira, vermelhidão, dor e aumento de temperatura    no braço, mão ou dedos do lado operado (consulte seu médico);</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• <strong>NUNCA</strong> tomar injeção, aferir    pressão, fazer acupuntura ou tomar vacina no braço afetado;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Mantenha o braço sempre    limpo. Use hidratante. Seque bem o braço e entre os dedos após o  banho;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• EVITE movimentos vigorosos    e repetidos com o braço afetado;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• EVITE carregar objetos pesados    com este braço;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Não use jóias e roupas    apertadas do lado afetado;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Evite mudanças de temperaturas    extremas, saunas e banheiras muito quentes;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Proteja o braço afetado    do sol!</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Tente prevenir qualquer    tipo de trauma (machucados, cortes, queimaduras, picadas de insetos,    contusões de esporte, arranhões de animais etc);</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Use luvas ao fazer tarefas    domésticas, jardinagem ou qualquer atividade que possa causar algum    machucado;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• EVITE retirar as cutículas    ao fazer as unhas (pode empurrá-las cuidadosamente e usar o removedor    de cutículas);</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Use desodorante sem álcool    e sem perfume para evitar alergias no braço;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Quando viajar de avião,    use braçadeira de compressão feita sob medida;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Para remover os pêlos da    axila do lado afetado, use barbeador elétrico masculino ou tesoura    sem ponta;</span><br />
<span style="font-family: Cambria; font-size: small;">• Consulte um FISIOTERAPEUTA    para reabilitação pós operatória, em casos de linfedema e para iniciar     os exercícios.</span></p>


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		<title>Vídeo: Câncer de Mama</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 21:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dra. Maira Caleffi</dc:creator>
				<category><![CDATA[TV Inana]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.inana.com.br/?p=1835</guid>
		<description><![CDATA[Vídeo: Conversando sobre o Câncer de Mama



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			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Vídeo: Conversando sobre o Câncer de Mama</h2>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.inana.com.br/video-conversando-sobre-o-cancer-de-mama/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>


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		<title>Acesso gratuito medicamentos</title>
		<link>http://www.inana.com.br/acesso-gratuito-a-medicamentos/</link>
		<comments>http://www.inana.com.br/acesso-gratuito-a-medicamentos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 18:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Portal Inana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos do Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabemos que a saúde é um direito de todos e dever do Estado.  Infelizmente o acesso gratuito de medicamentos para o tratamento do  câncer ainda representa, na maioria dos casos, uma grande barreira para o  paciente oncológico. Muitos desses medicamentos não estão disponíveis  nos Centros de Tratamento e são considerados medicamentos [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sabemos que a saúde é um direito de todos e dever do Estado.  Infelizmente o acesso gratuito de medicamentos para o tratamento do  câncer ainda representa, na maioria dos casos, uma grande barreira para o  paciente oncológico. Muitos desses medicamentos não estão disponíveis  nos Centros de Tratamento e são considerados medicamentos excepcionais,  ou seja, de alto custo, ou de uso em caráter excepcional e que não  compõem a farmácia básica, normalmente de baixo custo unitário,e que, em  seu conjunto são destinados ao tratamento da maior parte das  enfermidades que acometem a população brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A Constituição Federal, em seu artigo 196, conferiu ao Poder Público,  por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS) o dever de garantir, a  todos, o direito irrestrito à saúde, inclusive fornecendo gratuitamente  medicamentos a todos, independentemente da situação financeira, desde  que comprovada à necessidade clínica do paciente e a eficácia do  medicamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que o paciente obtenha o direito aos medicamentos excepcionais é  necessária a solicitação junto à Coordenação Estadual de Assistência  Farmacêutica. Para isso são indispensáveis os seguintes documentos:</p>
<p style="text-align: justify;">Para continuar lendo a matéria, <a href="http://www.espacodevida.org.br/direitos.php?id=140" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Essa matéria faz parte da parceria entre Portal Inana e Espaço de Vida.</em></p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>Saúde espiritual em meio à enfermidade</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 15:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Portal Inana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espírito]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar]]></category>

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		<description><![CDATA[“A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança.” 
Sombras surgem num piscar de olhos
Aquele era mais um exame de rotina.  Como era chato ter que romper com o corre-corre, adiar tarefas e separar um tempo para ir ao consultório médico. Mas em nome da saúde, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>“A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança.” </strong></em></p>
<p><strong>Sombras surgem num piscar de olhos</strong><br />
Aquele era mais um exame de rotina.  Como era chato ter que romper com o corre-corre, adiar tarefas e separar um tempo para ir ao consultório médico. Mas em nome da saúde, valia a pena.  Como sempre, Marisa não esperava nada de novo.  Tendo se submetido aos rituais exigidos anualmente, era continuar a correria da vida, que não  espera ninguém.</p>
<p>Só que desta vez, foi diferente.  Os olhos  da médica estavam sombrios, enquanto fazia o ultrassom da sua tireóide.  Ela só balbuciou: Você deve procurar seu médico com urgência.  Há  nódulos em sua tireóide.</p>
<p>Como Marisa, provavelmente você também passou por isso.  Do nada, surgiu um “carocinho” meio estranho, alguma coisa que não estava lá antes.  Algo que não fazia parte de você.</p>
<p>Como lidar com este susto, quando a estabilidade da vida é abalada pelo desconhecido? Mil pensamentos bombardeiam a sua cabeça, sempre pensando no pior.  Lembranças de pessoas com câncer vêem ao seu encontro, como um mau agouro para quem ainda terá que se submeter a uma biópsia.</p>
<p>E agora, contar ou não para a família?  É melhor esperar pelos resultados, para não alarmá-los antes do tempo.  Mas sua mente não para: e seu emprego? E quanto às crianças? E os muitos sonhos e planos?  E aquela viagem tão sonhada?  E o sonho de envelhecer com toda a saúde, independência e disposição? De que lhe valeram todas as horas na academia e os sacrifícios da dieta, se as sombras do câncer estão ameaçando sua vida?</p>
<p>As médicas parecem gêmeas, em sua maneira idêntica de agir.  Após a biópsia, o semblante sombrio, o olhar distante e indireto.  Palavras não são necessárias para que Marisa saiba a verdade.  Arrisca uma pergunta, para a qual já tem a resposta: “- É câncer, doutora?” Agora não são mais suposições, fantasmas  e pesadelos.  É a cruel e inegável realidade.  Como lidar com um invasor tão sujo e desonesto que surge de repente tirando a sua paz?</p>
<p><strong>Confissões do fundo do poço</strong><br />
O sono vai-se embora, medo e ansiedade tomam todo o seu ser.  O poço é fundo, e nem ao menos uma réstia de luz ilumina seu coração abalado.</p>
<p>Perguntas gritam do fundo de seu ser: “Deus! Por que eu?  Por que agora? O que fiz para merecer isso? Há tanta gente má por aí, e porque logo eu, que não faço nada de mais, tenho que sofrer?”</p>
<p>Pode parecer, mas não é só você que está passando por este deserto escaldante.  Homens e mulheres como você e eu têm enfrentado “o vale da sombra da morte”.  Um deserto tão tenebroso que é apavorante o simples pensamento de atravessá-lo sozinha.</p>
<p>Mas ninguém está livre deste tipo de pesadelo.  Por mais rico, saudável, poderoso e bem sucedido, temos todos corpos frágeis. Até mesmo um grande personagem histórico, como Davi, não ficou livre deste sofrimento.</p>
<p>De fato, ele foi um grande rei do passado, poderoso sobre nações, uma pessoa muito especial.  Um homem tão amado, que o significado de seu nome era “homem segundo o coração de Deus.”  Mas ele também passou pelo vale.</p>
<p>Em meio à dor, compartilhou sua tristeza dizendo: “Estou muito abatido e encurvado e choro o dia todo&#8230; Sinto-me profundamente abatido e desanimado; o meu coração está aflito, e eu fico gemendo de dor.”</p>
<p>Quando a dor nos esmaga, tendemos a perder a perspectiva, desistir de lutar e entregar os pontos. Se isso acontece, nem os medicamentos ou os tratamentos mais modernos da medicina exercem o mesmo efeito sobre a doença. “A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança.”</p>
<p>Muitas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo comprovam o efeito da fé sobre a saúde física e mental.  Mesmo que não saibam bem como explicar, pacientes que têm esperança apresentam maior imunidade orgânica e enfrentam melhor o período de hospitalização, recuperando-se em cerca de um terço do tempo, em comparação com outros pacientes com os mesmos males.</p>
<p>Como disse o sábio Salomão, em seu livro de Provérbios, <em>“O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos.”</em></p>
<p><strong>O relacionamento que traz esperança</strong><br />
Que tipo de fé é esta?  É fé em dias melhores?  É fé de não seja tão grave o problema?  É a fé que os médicos encontrarão a cura rapidamente? É a fé que espera por um milagre?</p>
<p>Onde então buscar este tipo de fé que traz a esperança que permanece mesmo na dor, trazendo-lhe razão para viver e forças para lutar?<br />
Esta é a Esperança que só pode ser oferecida pela fé no Deus que nos criou, que nos conhece e tem tanto o poder para aliviar as nossas dores, como para curar a nossa alma, dando-nos novas forças e vida nova para crescer e sorrir mesmo em meio às sombras da enfermidade.<br />
Este Deus é alguém pessoal, próximo e que, por nos amar muito, quer ter um relacionamento profundo com cada uma de nós.  Este relacionamento trará sentido ao nosso viver, e uma nova concepção para cada um dos nossos dias.</p>
<p>O Seu amor foi além das palavras, pois Ele nos deu o Seu Filho Jesus, para que através de Sua morte tivéssemos vida ao crermos Nele.  Ao confiarmos em  Jesus temos perdão de todas as nossas culpas e a oportunidade de começarmos uma vida nova e eterna sob os Seus cuidados.<br />
É Ele quem nos convida: “Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará.”</p>
<p>Ao entregar-se a Ele, você encontrará a paz que excede todo o entendimento, e gozará do cumprimento de Sua promessa: “Eu nunca te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”</p>
<p>O Pastor de nossas almas nos garante: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tú estás comigo&#8230;”<br />
Somente com Ele poderemos ter saúde espiritual mesmo em meio à enfermidade, experimentando da Sua paz, ao dizer: “O Senhor é o meu Pastor, e nada me faltará”.</p>
<p><strong>Eleny Vassão de Paula Aitken</strong></p>


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		<title>Conversando sobre Depressão</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 11:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. João Maurício Castaldelli Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lidando com as Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Mente]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>

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		<description><![CDATA[Caras Leitoras,
Bem-vindas à coluna de psiquiatria do Inana!
A depressão é um transtorno extremamente comum nos tempos atuais. Não se sabe ao certo se ela já existia nesta intensidade em tempos passados e não era diagnosticada, ou se está havendo um aumento nas últimas décadas. Ao meu ver, a primeira hipótese é mais consistente, pois casos [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Caras Leitoras,</p>
<p>Bem-vindas à coluna de psiquiatria do Inana!</p>
<p>A depressão é um transtorno extremamente comum nos tempos atuais. Não se sabe ao certo se ela já existia nesta intensidade em tempos passados e não era diagnosticada, ou se está havendo um aumento nas últimas décadas. Ao meu ver, a primeira hipótese é mais consistente, pois casos deste tipo já são relatados (com outras terminologias como melancolia por exemplo) há um longo tempo. Estima-se que <strong><em>uma, em cada cinco pessoas</em></strong> passarão por um quadro depressivo ao longo da vida.</p>
<blockquote><p><strong><em>A tristeza não é sinônimo de depressão</em></strong>, mas pode fazer parte  desta.&#8221;</p></blockquote>
<p>Se é tão comum, como podemos saber se nós ou alguém de nosso meio social está passando por isso? Existem alguns sintomas, ditos cardinais (centrais), que tem que se manifestar para podermos pensar em depressão (pelo menos um). O primeiro é a <strong><em>tristeza</em></strong> ou <strong><em>humor deprimido</em></strong>, que é o que mais conhecemos por depressão – a pessoa que está para baixo, chora com facilidade. O segundo é a <strong><em>anedonia ou falta de prazer nas coisas habituais da vida</em></strong>, coisas esta, que a pessoa costumava gostar antes de estar deprimida. Outros sintomas como: alterações do <strong><em>sono</em></strong>; alterações do <strong><em>apetite</em></strong>; dificuldade de <strong><em>concentração</em></strong>; <strong><em>falta de vontade</em></strong> de fazer as coisas; sentimento de <strong><em>culpa</em></strong> em relação a coisas ruins que estão acontecendo para si ou para os outros; <strong><em>baixa</em></strong> ou nenhuma <strong><em>auto-estima</em></strong>; <strong><em>pensamentos</em></strong> recorrentes <strong><em>de morte</em></strong>; <strong><em>lentificação</em></strong> de movimentos – podem e, devem, estar presentes para se pensar em um diagnóstico de depressão. É bom deixar claro que a <strong><em>tristeza não é sinônimo de depressão</em></strong>, mas pode fazer parte desta.</p>
<p>Cabe se falar, que a leitora não deve se precipitar em achar que está deprimida após ler este parágrafo acima, pois estes sintomas podem estar presentes na vida normal das pessoas nos mais variáveis graus de intensidade, dependendo do momento que se está vivendo. Para saber se estamos vivendo uma situação anormal, deve-se passar por uma entrevista com médico, <strong><em>preferencialmente psiquiatra</em></strong>, pois este poderá, através da psicopatologia (estudo dos sinais e sintomas psíquicos), associada aos dados que o paciente e as pessoas que vivem ao seu redor relatam, realizar uma análise mais apurada da existência ou não deste transtorno. <strong><em>Deve-se procurar o profissional no momento em que houver dúvida se está deprimido ou não</em></strong>. Não é possível fazer um auto-diagnóstico, apesar de frequentemente ouvirmos as pessoas declarando coisas deste tipo.</p>
<p>Não se sabe ao certo quais as causas deste transtorno. Existem <strong><em>muitas teorias</em></strong> que tentam explicar a causa da depressão baseado nas alterações dos neurotransmissores que os antidepressivos atuam, porém não se sabe qual é o gatilho inicial para tais alterações. O que se sabe, é que uma série de condições clínicas como as <strong><em>alterações hormonais</em></strong>, e o <strong><em>uso de determinadas medicações</em></strong>, que podem simular casos de depressão, e devem sempre ser investigadas por exames e por perguntas simples realizadas na consulta médica.</p>
<p>O tratamento para depressão é muito eficaz atualmente. Segundo a intensidade dos sintomas pode se dividir os casos em <strong><em>leves, moderados, ou grave</em></strong>, o que pode nortear a escolha do tratamento pelos atuais guidelines da APA (<strong><em>American Psychiatry Association</em></strong>), instituição mais importante dentro da psiquiatria. Para os <strong><em>leves a moderados</em></strong> o ideal é associar uma <strong><em>medicação antidepressiva</em></strong> a <strong><em>psicoterapia</em></strong>. Esta última diminui a chance de recorrência, ou seja, de ter depressão novamente (o que não é tão incomum, acontecendo em 30-40% das pessoas). Para casos <strong><em>moderados a graves</em></strong>, apenas a <strong><em>medicação antidepressiva</em></strong> é indicada, visto que a psicoterapia parece não surtir efeito neste momento, podendo ser indicada um pouco mais adiante, quando o paciente tiver melhorado.</p>
<p>As opções de antidepressivos são muitas hoje em dia. Separamos as classes mais importantes: os <strong><em>modernos e caros “duais”</em></strong> (venlafaxina, bupropiona, mirtazapina,&#8230;), os <strong><em>consagrados “inibidores seletivos da recaptação de serotonina”</em></strong> (fluoxetina, sertralina, escitalopram, citalopram, paroxetina,&#8230;), e os <strong><em>mais antigos, porém eficazes “tricíclicos”</em></strong> (imipramina, amitriptilina, clomipramina, nortriptilina,&#8230;). A escolha da droga vai depender do <strong><em>perfil </em></strong>de cada paciente, e da <strong><em>disponibilidade</em></strong> de medicamentos do local ou financeira. Os duais, via de regra, não devem ser a primeira escolha para o tratamento segundo a APA, devendo ser guardados para quando não houve melhora com uma medicação de outra classe (geralmente os inibidores da recaptação de serotonina).</p>
<p>Por fim, gostaria de esclarecer um ponto importante. <strong><em>OS ANTIDEPRESSIVOS NÃO VICIAM!</em></strong> Em linguagem médica podemos dizer que eles não têm <strong><em>nenhum potencial de dependência</em></strong>, segundo diversos estudos científicos com <strong><em>animais de laboratório </em></strong> e em <strong><em>seres humanos</em></strong>. Deve-se ter cuidado na retirada destes medicamentos, fazendo-a sempre de forma instruída por profissional, pois alguns deles podem provocar uma <strong><em>“Síndrome de Retirada”</em></strong> onde se experimenta extremo mal-estar, o que pode ser confundido com o “vício”.</p>
<p>Cumpra sempre o que chamamos de <strong><em>“fase manutenção”</em></strong>. Ou seja, tome a medicação pelo tempo recomendado após ter ficado bem (geralmente de 6 a 12 meses) para não ter <strong><em>recorrência</em></strong> (já aprendemos o significado deste termo acima) da depressão. Grande parte das pessoas para de tomar as medicações após ter ficado bem e não cumpre este período com medo de dependência, e acabam vivenciando a volta dos sintomas, em intensidade pior em alguns casos.</p>
<p>Até a próxima!</p>


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		<title>Usando a barriga para reconstruir a mama</title>
		<link>http://www.inana.com.br/usando-a-barriga-para-reconstruir-a-mama/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 04:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Bernardo Nogueira Batista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando do Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia plástica]]></category>
		<category><![CDATA[mama]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá leitoras!
Bem-vindas a coluna de cirurgia plástica.
Hoje resolvi explicar para vocês como se faz a reconstrução da mama com a pele e gordura da barriga.
Essa modalidade de reconstrução é muito interessante, um vez que ao mesmo tempo você reconstrói a mama e retira aquela barriguinha que incomoda quase todas as mulheres. Alguns dizem que é [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<h2>Olá leitoras!</h2>
<p>Bem-vindas a coluna de cirurgia plástica.</p>
<p>Hoje resolvi explicar para vocês como se faz a reconstrução da mama com a pele e gordura da barriga.</p>
<p>Essa modalidade de reconstrução é muito interessante, um vez que ao mesmo tempo você reconstrói a mama e retira aquela barriguinha que incomoda quase todas as mulheres. Alguns dizem que é como se você fizesse <strong>duas cirurgias pelo preço de uma</strong>.  Mas a coisa não é tão simples assim. <strong>Vamos às explicações.</strong></p>
<blockquote><p>Como a cirurgia e a recuperação são longas, um bom estado de saúde é essencial.&#8221;</p></blockquote>
<p>O <strong>primeiro conceito</strong> que devemos sempre ter em mente ao planejar uma reconstrução é aquele que qualquer tecido deve contar com um suprimento de sangue para sobreviver. Isso quer dizer que não basta você tirar a pele de barriga e colocar no lugar da mama. Esse bloco de gordura e pele tem que receber sangue de alguma artéria conhecida. Alguns <strong>conceitos de anatomia</strong> são muito importantes para entender esse procedimento.</p>
<p>A pele da região abdominal inferior é irrigada principalmente por ramos perfurantes da artéria epigástrica superior. Calma! Vamos explicar.</p>
<p>A <strong>artéria epigástrica superior</strong> é um vaso que passa por trás do musculo reto abdominal, aquele que tem os gominho e que é responsável pela barriga tanquinho em alguns felizardos. Dessa artéria, saem alguns ramos muito pequenos, com menos de 0,5 mm de diâmetro, que perfuram o músculo (por isso chamados de perfurantes) e entram na gordura para levar oxigénio e nutrientes para a pele da região. Estudos anatómicos mostraram que esses vasos perfurantes estão mais concentrados ao redor do umbigo.</p>
<p>Para levar a pele dessa região para reconstruir a mama<strong> temos que levar pelo menos uma artéria perfurante e a artéria epigástrica</strong>. Existem <strong>duas maneiras</strong> principais de se fazer essa transferência. Você pode soltar todo o músculo reto abdominal e girar o retalho (pedaço de pele e gordura) baseado nesse músculo. Como a artéria epigástrica e as perfurantes estão no músculo, a irrigação do retalho está garantida. Essa <strong>técnica é conhecida como retalho TRAM</strong>, sigla em inglês para r<em>etalho transverso do músculo reto abdominal</em>.</p>
<p>A <strong>alternativa é o retalho que chamamos de DIEP</strong>, que em inglês quer dizer <em>retalho da artéria perfurante da artéria epigástrica inferior profunda</em>. Nessa modalidade, a diferença é que dissecamos a artéria perfurante e a artéria epigástrica, separando-as do músculo. Para levar todo esse tecido para o tórax temos que lançar mão da <strong>microcirurgia</strong>. Isso porque como não temos o músculo para girar, precisamos cortar a artéria e veia que nutrem o retalho e recosturá-las em algum vaso do tórax, normalmente na artéria mamária interna.</p>
<p><strong>Embora a mama que resulta dessas duas técnicas seja muito parecida, existem algumas diferenças importantes entre elas.</strong></p>
<p>Como o <strong>TRAM</strong> tem que incluir o músculo reto do abdome, você não vai mais ter esse músculo na barriga. Na maioria dos casos, esse falta não traz grandes problemas. Quando tivermos que levar os dois músculos, a paciente não vai conseguir fazer a flexão do tronco nos primeiro 30 graus (começo do exercício abdominal). Para levantar da cama, por exemplo, ela vai ter que virar de lado antes de levantar, para fazê-lo com a musculatura lateral do abdome. Além disso, precisamos colocar uma tela no lugar do músculo para fortalecer a parede abdominal e evitar a formação de hérnias. Embora pouco frequente, essa tela pode ter complicações, da mesma maneira que qualquer tecido sintético que incluímos no nosso corpo (como as próteses de silicone).</p>
<p>O <strong>DIEP</strong> por outro lado, causa menos problemas na área doadora (abdome), uma vez que deixamos todo o músculo no seu lugar original. No entanto, a cirurgia é mais longa e mais complicada. Nem todos os cirurgiões plásticos fazem microcirurgia, e mesmo aqueles que fazem muito bem têm uma taxa de perda de retalhos. Traduzindo, todo retalho transferido com microcirurgia pode morrer.<br />
Por fim, nem todas as mulheres podem fazer a reconstrução da mama com a pele da barriga. Primeiro, é preciso ter uma boa sobra de pele na barriga. Isso não quer dizer que você tem que ser gordinha. Como as perfurantes estão mais concentradas em volta do umbigo, temos que começar a cirurgia por cima, diferente das abdominoplastias estéticas, onde começamos a cirurgia por baixo, fazendo a primeira incisão na altura onde queremos deixar a cicatriz. Se a sobra de pele for pouca, corremos o risco da cicatriz final ficar alta, acima da linha do biquíni. Além disso, como a cirurgia e a recuperação são longas, um bom estado de saúde é essencial. Pacientes com muitas comorbidades, como hipertensão, diabetes e colesterol alto podem não ser boas candidatas para esse tipo de reconstrução.</p>
<p>Até a próxima coluna!<br />
<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Sempre consulte seu médico.<br />
</strong></p>


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		<title>O acolhimento espiritual no câncer</title>
		<link>http://www.inana.com.br/o-acolhimento-espiritual-no-cancer/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 01:13:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Marcelo Saad</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espírito]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A espiritualidade se refere à nossa capacidade interior de encontrar significado, propósito e conectividade para os eventos da vida, integrando nossos componentes físico, emocional e intelectual. Ela atende às necessidades humanas relacionadas a encontrar razão e preenchimento na vida, esperança e vontade para viver, e interesse pelos outros e por si mesmo. As expressões possíveis [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>espiritualidade</strong> se refere à nossa capacidade interior de <strong>encontrar significado</strong>, propósito e conectividade para os eventos da vida, <strong>integrando</strong> nossos componentes físico, emocional e intelectual. Ela atende às necessidades humanas relacionadas a encontrar razão e preenchimento na vida, esperança e vontade para viver, e interesse pelos outros e por si mesmo. As <strong>expressões possíveis</strong> da espiritualidade incluem acreditar em uma força superior, contemplar a natureza sentindo sua intensidade, desenvolver ações sociais em contexto ético, insight contemplativo com harmonia e equilíbrio mental, empatia e compaixão.</p>
<blockquote><p>Espiritualidade é um componente importante da qualidade de vida e bem-estar para população geral e pacientes em tratamento.&#8221;</p></blockquote>
<p>Desta forma, <strong>espiritualidade</strong> e <strong>religião</strong> são <strong>conceitos diferentes</strong>, mas sobreponíveis. A religião pode ser a via para a manifestação da espiritualidade. Porém, é preciso ter em mente que pessoas espiritualizadas nem sempre estão engajadas em uma religião formal. Ao mesmo tempo, pessoas que aderem a rituais religiosos nem sempre tem um bem estar espiritualista desenvolvido.</p>
<p>A espiritualidade tem uma interface com a fisiologia orgânica. O <strong>respeito ao corpo</strong> pregado por muitas doutrinas já leva a pessoa a ter melhor nutrição e hábitos de vida. <strong>A esperança, o perdão e o altruísmo produzidos pela espiritualidade podem levar a um melhor estado psicológico.</strong> As percepções trazidas pela espiritualidade oferecem à pessoa uma melhor estratégia para lidar com os desafios, gerando menor estresse. Em resumo, a relação entre a espiritualidade e a fisiologia se concretiza pela <strong>otimização de vias neurológicas que modulam a imunidade e os hormônios.</strong></p>
<p>Especialmente a partir de 1980, <strong>pesquisas científicas</strong> bem conduzidas vêm documentando a relação que a espiritualidade tem com a saúde, a doença e o processo de cura. Há evidências de que espiritualidade esteja relacionada a melhor qualidade de vida, saúde mental, saúde física, e menos necessidade de serviços de saúde. Está documentado em inúmeras pesquisas científicas que <strong>pessoas espiritualistas são fisicamente mais saudáveis</strong>, requerem menos assistência médica e, mesmo quando adoecem, tem recuperação mais rápida e menor taxa de mortalidade. Também tem melhor adaptação ao estresse, são menos propensas ao abuso de drogas e álcool, e tem <strong>menor risco para depressão e suicídio</strong>.</p>
<p>Espiritualidade é um componente importante da qualidade de vida e bem-estar para população geral e pacientes em tratamento. Muitos pacientes usam suas crenças para lidar com doenças. <strong>A cura pode ser influenciada pelo reforço positivista do paciente.</strong> Mesmo se não há cura, a espiritualidade apóia a qualidade de vida. A doença traz freqüentemente momentos desafiadores significativos. Os sentimentos de vulnerabilidade e temor afloram. A espiritualidade, por ser <strong>fonte de conforto</strong>, segurança, significado, ideal e força, mobiliza iniciativas positivas e oferece outra perspectiva para enfrentamento dos desafios. Isto fica bem evidente nestas <strong>duas pesquisas brasileiras</strong> em pacientes com câncer: em uma delas [*], com mulheres submetidas a mastectomia, a religiosidade foi um fator de proteção contra o desenvolvimento de depressão pós-operatória. Em outra [**], a prática da prece correlacionou-se com saúde geral e funcionalidade, e os autores recomendam que esta prática não seja desencorajada.</p>
<p>Os hospitais centrados no paciente devem reconhecer o vasto leque de necessidades do paciente e da família, e devem <strong>implementar programas</strong> especificamente direcionados a apoiar a mente, corpo e espírito. Espiritualidade é um dos componentes que sustentam a filosofia de um hospital centrado no paciente. Todo hospital deve reconhecer o papel vital da espiritualidade no processo de uma cura abrangente. Os hospitais devem fornecer meios para apoio das necessidades espiritualistas. <strong>O cuidado espiritualista é uma fonte de força interior</strong>, e os hospitais devem promover o fortalecimento da pessoa com sua fé e/ou com seus recursos interiores.</p>
<p>[*] = Gonçalves, M: A religiosidade como fator de proteçäo contra transtornos depressivos em pacientes acometidas com patologia oncológica da mama. Tese Apresentada a Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, para obtenção do grau de Doutor. 2000</p>
<p>[**] = Samano EST et al.: Praying correlates with higher quality of life – results from a survey on complementary/alternative medicine use among a group of brazilian câncer patients. São Paulo Medical Journal 2004; 122(2):60-3</p>


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