TIPOS DE CÂNCER

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Câncer de Pele

O que é Câncer de Pele?

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens. As mais freqüentes são o carcinoma basocelular, o carcinoma epidermóide e o melanoma. Além de mais perigosos, os melanomas são os tumores com maior probabilidade de ocasionar metástases. Ou seja, espalhar-se por outras partes do corpo. Quando detectados no início, porém, há grandes chances de cura.

Incidência

O câncer de pele corresponde a nada menos que 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. O carcinoma basocelular é responsável por 70% dos diagnósticos; o carcinoma epidermóide, por 25%; e o melanoma, por 5%.

Fatores de risco

As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como químicos (arsênico), radiação ionizante, processos irritativos crônicos e, principalmente, exposição solar. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento dos tumores, principalmente a dos raios ultravioleta B, com maior incidência entre 10 e 16 horas.

Sintomas

Procure um dermatologista, caso existam manchas na sua pele que estão se modificando formando “cascas” na superfície e/ou sangrando com facilidade), feridas que não cicatrizam ou lesões de crescimento progressivo.

Prevenção

O câncer da pele atinge principalmente as pessoas de pele branca, que se queimam com facilidade e nunca se bronzeiam, ou se bronzeiam com dificuldade. Cerca de 90% das lesões localizam-se nas áreas da pele que ficam expostas ao sol. A proteção solar é, portanto, a principal forma de prevenção da doença. Além de predispor a pele ao surgimento do câncer, a exposição solar prolongada e repetida causa o envelhecimento cutâneo. Tomando-se certos cuidados, os efeitos danosos podem ser atenuados e o câncer de pele, evitado:

* Use sempre um filtro solar com Fator de Proteção Solar (FPS) igual ou superior a 15, aplicando-o generosamente pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e reaplicando-o após mergulhar ou transpirar excessivamente.

* O Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda três sessões semanais ao sol, de quinze minutos cada, dose suficiente para desencadear a produção de vitamina D no organismo. Essa vitamina serve para absorver o cálcio que atua nos nervos, nos músculos e, principalmente, nos ossos.

* Use chapéus e barracas grossas, que bloqueiem ao máximo a passagem do sol. Mesmo assim, é recomendável o uso de filtro solar, pois parte da radiação ultra-violeta reflete-se no chão ou na água, atingindo a pele.

* Evite o sol no período entre 10 e 15 horas.

* Não esqueça de proteger os lábios e as orelhas.

* Geralmente, as lesões que dão início ao câncer de pele começam a aparecer em torno dos 40 anos. Apesar de os efeitos da radiação ultravioleta só se manifestarem com o passar do tempo, cerca de 75% da radiação solar recebida durante a vida ocorre nos primeiros 20 anos de idade. Portanto proteja as crianças e estimule os adolescentes a se protegerem.

Tratamento

O tratamento do câncer de pele depende do tipo de tumor, da localização e do seu tamanho. A cirurgia é o tratamento primário na maioria dos tumores, especialmente no câncer basocelular e no carcinoma epidermóide. A radioterapia pode ser utilizada em algumas situações. No   melanoma, o tratamento é mais complexo. Dependendo de sua localização, durante o procedimento cirúrgico é utilizada a pesquisa de linfonodo sentinela, que procura verificar a possibilidade de disseminação do tumor para os linfonodos regionais, também ressecados. A quimioterapia e a imunoterapia podem ser utilizadas nos estágios mais avançados, de forma conjunta ou separadamente, para diminuir a possibilidade de recidiva da doença ou no seu tratamento.

Perguntas para fazer ao seu médico

  1. Que tipo de câncer de pele eu tenho?
  2. Pode me explicar o resultado da biópsia?
  3. Qual o estágio e o grau do meu câncer?
  4. O tumor se espalhou para os linfonodos ou outra região?
  5. Pode me explicar as opções de tratamento?
  6. Qual tratamento ou combinação de tratamentos você recomenda? Por quê?
  7. Como o tratamento irá me beneἀciar?
  8. O tratamento irá afetar meu dia-a-dia? Poderei trabalhar, fazer exercícios e realizar minhas atividades habituais?
  9. Qual o período programado de tratamento?
  10. Quais os efeitos colaterais que, a longo prazo, poderão estar relacionados ao tratamento?
  11. Existem estudos clínicos para minha situação?
  12. Onde posso encontrar apoio psicológico para mim e para minha família?
  13. Quem posso contatar em caso de dúvidas ou problemas?
  14. Existe mais alguma coisa que eu deveria perguntar?

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