TIPOS DE CÂNCER

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Mieloma Múltiplo

O que é Mieloma Múltiplo?

O mieloma múltiplo (MM) é um tipo de câncer do sangue no qual as células plasmáticas (plasmócitos) se multiplicam sem controle, na maioria das vezes dentro da medula óssea, que corresponde ao tecido esponjoso dentro dos ossos. O nome mieloma múltiplo se deve ao fato de a maior parte dos pacientes apresentarem múltiplos locais da medula óssea com células tumorais no início do diagnóstico.

Qual a função dos plasmócitos?

As células plasmáticas (plasmócitos) fazem parte do sistema imunológico e produzem anticorpos que auxiliam o organismo no combate às infecções. Já as células do mieloma crescem a partir de uma única célula e são responsáveis pela produção excessiva de uma imunoglobulina monoclonal (Imunoglobulina M) e pela redução no crescimento das outras células normais da medula óssea.

Sintomas

Nos estágios iniciais, o mieloma não costuma apresentar sintomas e muitas vezes o diagnóstico ocorre após a realização de exames relacionados a outras patologias. À medida que a doença progride, o paciente desenvolve sintomas. Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado nessa fase. Os sintomas típicos são: dores ósseas, anemia, problemas renais e fraturas patológicas. Infecções freqüentes também são comuns, já que o sistema imunológico está comprometido no mieloma múltiplo.

O que significa estadiamento?

O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se este está restrito a um local específico, se se disseminou para outros locais e se está afetando a função de outros órgãos do corpo. O sistema de Durie-Salmon é tradicionalmente usado para estadiar o mieloma múltiplo. Ele classifica o mieloma em três estágios, sendo que cada um deles é subclassificado, dependendo de sua função renal. O estadiamento é utilizado para fornecer o prognóstico da doença e também para determinar o tratamento mais adequado ao paciente.

Tratamento

O tratamento do mieloma múltiplo depende do estágio do câncer, de se a pessoa está apresentando sintomas e de seu estado geral de saúde. Aos pacientes em estágio inicial e sem sintomas da doença, é recomendado um acompanhamento rigoroso, que não prevê tratamento específico. Os tratamentos utilizados são a quimioterapia e a radioterapia. Em muitas situações, especialmente em pacientes jovens, a utilização de altas doses de quimioterapia, com resgate de células-tronco do sangue periférico, também chamada de Transplante Autólogo de Medula  Óssea, é indicada como forma de aumentar as chances de controle, a longo prazo, da doença.

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